29 de fevereiro de 2008 • 19:19

Corta o cabelo dele, tun tun



bandinhablog

A história é a seguinte. A Fire fica em um centro comercial pitoresco, com instalações extremamente decentes e confortáveis. O primeiro andar é formado por lojas. E hoje foi dia de liquida tudo, no melhor estilo 'venda sua mãe, mas compre aqui'. Mas os preços amigáveis e os manequins sem cabeça colocados do lado de fora das lojas foram de longe as maiores atrações desse evento.

Logo de manhã, um som curioso e nostálgico nos fez relembrar os tempos em que éramos losers no colégio. Era uma bandinha marcial. A imaginação foi longe. Pensei naquela banda com formação ensaiada, movimentos coreografados, roupas tradicionais. Corri para a janela e lá estava a banda. Quatro pessoas, com camisetas da promoção, suados, rodando o quarteirão, enfrentando corajosamente um calor amazônico. Só não rolou uma decepção porque a disposição daqueles moços tocaram nossas devastadas almas. E claro, a situação rendeu muita piada. Grandes homens...

À tarde eles voltaram. E dessa vez eram apenas três. Um provavelmentre havia sucumbido às promoções fantásticas que viu pelo caminho. Ou teve uma insolação apenas. Nossos corações saltaram pela boca de alegria com o retorno da bandinha. Decidimos registrar esse momento, que marcou nosso dia e, quiçá, nossas vidas. Como representante eleita por todos - na verdade ninguém quis ir mesmo - entreguei a máquina nas mãos de Vlad e seu assistente, Marcelo, e fui para trás da banda, ser fotografada junto a esses senhores que fizeram a vizinhança ir às janelas, dançando, cantando e jogando papéis cortados, renovados e com suas vidas regozijadas.

Bem, esse final é todo mentira, mas achei bonito terminar assim.

Val