30 de abril de 2019 • 11:10

Crianças e tecnologia: os benefícios do ensino.




Nos dias de hoje, a tecnologia chega cada vez mais cedo nas mãos das crianças, geralmente para entretê-las através de um vídeo ou de jogos. Dito isso, por que não usar essa prematuridade digital para incentivar os estudos em busca de um futuro profissional na tecnologia?

Em fevereiro de 2013, nomes de destaque da tecnologia atual, como Mark Zuckerberg, Bill Gates e Jack Dorsey, apareceram em um vídeo de divulgação de uma ONG destinada a ensinar linguagem de programação de forma fácil e gratuita. A plataforma se encontra no site https://code.org/.

A plataforma utiliza a gameficação (uso de técnicas de jogos, majoritariamente virtuais, para cativar pessoas através de desafios e bonificações) para ensinar a qualquer pessoa, crianças ou adultos, a programar de forma intuitiva. Ao brincar, elas absorvem os conceitos da programação e desenvolvem certas habilidades que os sistemas exigem dos alunos, como raciocínio lógico, causa e consequência, raciocínio matemático e linguística.

Existem algumas vantagens em ensinar as crianças a programarem o mais cedo possível:
    1 - Promover um relacionamento inteligente entre a criança e a tecnologia, demonstrando que se pode aprender sobre ela brincando e se desenvolvendo cada vez mais para o futuro que as espera.
    2 - Estimular o interesse pelas áreas exatas. Sabemos como é difícil se interessar por matemática e suas fórmulas complexas e pouco convidativas. Os jogos destinados à programação estimulam esse interesse nos números, mostrando o quanto ela é necessária para a resolução dos problemas.
    3 - Suprir um mercado de trabalho ainda em expansão. Com o alcance cada vez maior da tecnologia, será necessária uma mão de obra mais qualificada e especializada. Quanto mais cedo introduzirmos as crianças na tecnologia, mais mão de obra qualificada teremos.

Na América do Norte, essa realidade já está em curso. Escolas por todo os Estados Unidos vêm aderindo à tendência. Sistemas de ensino público municipal já têm a ciência da computação como matéria obrigatória em colégios de ensino médio. No Brasil, algumas escolas, como o SESI, oferecem um ensino mais tecnológico, voltado para programação, robótica e mídias digitais. Mas ainda são poucas. É preciso seguir os bons exemplos para que, um dia, tenhamos por aqui novos Zuckerbergs, Gates e Dorseys.