4 de março de 2008 • 20:16

No caminho do bem



Até pouco tempo, minha relação com os quadrinhos se restringia a Mônica, Cascão e Cebolinha. Li mais de mil gibis com essa turma e seus amigos. Achava as histórias do Horácio, o dinossauro de braços curtinhos, muito triste e sem sentido para mim, que tinha sete ou oito anos. Gostava do Rolo e da Tina, e do clima que havia entre os dois. Quadrinhos era Maurício de Souza. Não sei a que atribuo essa, digamos, ignorância em relação às HQs. Talvez por ser menina, por ter sido tão fiel a eles, por não ter tido ninguém que me apresentasse a DC Comics ou Marvel.

Felizmente conheci pessoas que me levaram para o caminho da luz. Claudio, Radael, Vlad, meus queridos colegas de trabalho. Graças a eles descobri um novo mundo. Graças a eles conheci o Robert Crumb, Will Weisner, Frank Miller. Sou uma nova pessoa, posso assegurar-lhe. E é isso que quero transmitir aqui. Quero dar meu testemunho. Estou lendo aos poucos diferentes histórias e gostando cada dia mais. Li Maus, o premiado livro de Art Spiegelman, vencedor o prêmio Pulitzer, e fiquei chocada. Chorei uma tarde inteira, não consegui acreditar como é possível contar uma história tão triste em forma de quadrinhos. E agora estou lendo Persépolis, de Marjane Satrapi. Sei que a estrada para o conhecimento das grandes HQs ainda é longo. Mas, pelo jeito, vai ser facinho percorrê-lo.

Elisa Quadros

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