11 de março de 2008 • 20:08

Pilsen



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E lá fomos nós para a terceira degustação de cerveja da Fire. Presentes mais uma vez para esse imenso sacrifício pós-trabalho, estávamos eu, Marcelo, Cláudio, Léo e Vlad.

A bola da vez foram as Pilsen. Alguns integrantes deram leves bufadas em protesto, botando pouca fé nas clarinhas. Mas superamos preconceitos e traumas e fomos lá. Marcelo, Cláudio e Vlad ficaram responsáveis pelas compras. Voltaram com alguns exemplares de cervejas e nosso primeiro investimento: um isopor com gelo. Investimento de alta liquidez. Hein, hein, sacou?

A espera é longa, mas às 19h tudo é compensado. Os pepinos de última hora, o calor desumano, as guerras injustas que assolam o mundo. Com copos nas mãos e muita esperança e alegria de viver no coração, começamos com Baden Baden Pilsen Cristal, de Campos do Jordão. Mas não sem antes brindar. A cor bem clarinha já denunciva a leveza, que foi constatada no primeiro gole e reafirmada até o último. Sentimos um leve adocicado, nada comum para as Pilsen que conhecemos.

Em seguida, veio a König Pilsenen. Cerveja alemã dona do rótulo mais bacana da noite. Como sou eu quem está escrevendo, vou dar minha opinião antes de dividir a da galera. Enferrujada. Lambida em guidão velho. Ou, como sabiamente disse Marcelo: gostinho de quando se engole xampu no banho. Apesar do sabor de ferro velho, é leve, mais dourada que a anterior e, óbvio, amarga. Cai melhor com uma picanhazinha, como observou Léo.

Partimos para a alemã Paulaner Original Münchner Hell. A primeira fungada já deixou todo mundo na expectativa. Era bem perfumada. De cara observamos que ela ficava ali na meiuca entre a Baden e a König: nem tão amarga, nem tão leve. O sabor também era levemente doce. Ganhou muitos pontos quando notamos que ao esquentar, o sabor permanecia e até se acentuava.

Copos vazios, lá fomos para a Eisebahn Pilsen. De colaração turva, e isso nada tem a ver com o fato de que já estávamos no quarto copo, tinha um cheiro caramelizado. A espuma era cremosa. Tem aquele jeitão de uma cerveja aprimorada, mas bem mais fácil para seres mortais degustarem. Apesar disso tudo, foi considerada levemente enjoativa pelo Vlad. Imagino que isso signifique: não dá pra entornar a noite toda.

Para fechar a noite, a alemã Warsteiner Premium Verium. Facinha de beber e equilibrada. Começa amarga, mas termina mais adocicada. Lembraram da Teresópolis.

Encerrando os trabalhos, partimos para a votação da noite. Vitória disparada da Paulaner.

Para comemorar o sucesso de mais uma degustação, prolongamos a noite apreciando mais alguns exemplares da Warsteiner. Assim, pudemos constatar mais uma característica dessa beleza de cerveja: dá ressaca.

Val